A new start

Pretendo voltar a escrever nest blog. Na verdade, neste blog e no hattorilog.wordpress.com
Mas este segundo blog trarei assuntos mais puramente acadêmicos. Textos que estou lendo e resumos quaisquer.

Percebi nesta volta uma grande vontade de falar sobre tudo que se passou neste meio tempo (tentarei fazer isto no outro blog por motivos acadêmicos), mas não o farei aqui.

Por enquanto é só.

Fernando Hattori

Do contra

Esta é uma história triste, sobre um garoto alegre, em uma cidade chuvosa, dentro de um país tropical. E são exatamente essas contradições que tornam a história tão triste e relevante e elas, infelizmente, não se resumem a isto. Em um dia nublado e chuvoso, o garoto da nossa história se vestia como se fosse um turista no verão mais quente de toda a história e no maior ponto turístico de todo o país. Saiu nas ruas cantarolando uma canção que se lembra desde a sua infância, mesmo que nunca tenha de verdade aprendido a letra toda, sob a fina chuva ignorando o fato que todos o ignoravam.

E adivinhem só! Este garoto amava, ou pelo menos era isso que ele achava que sentia do fundo do coração, uma garota. Aquela era a mais bela garota de todos os tempos, tão bela e desejada quanto a Helena de Tróia que corrompeu homens e provocou guerras, talvez nem tanto, mas parece a este autor que o superlativo comparativo exagerado provoca admiração nas pessoas e dará uma boa idéia do que se passava na cabeça daquele garoto quando a via.

Mas… Continuem adivinhando, nesta história de contradições não cabe um amor correspondido e o próximo parágrafo explicará o que aquela Helena de Tróia sentia realmente pelo nosso pequeno herói, pequeno Menelau.

(Vazio, aqui não existe nada além do vazio. Tão vazio que, na verdade, estas palavras são inapropriadas aqui).

Estolido underwater

Em tempos de crise, durante o mais intenso e chuvoso verão no país Estolido localizado próximo ao país do Uzbequistão o presidente Viktor Yushchenko assinou o acordo que retirará sua tropas do território palestino e haitiano.

Além do acordo de paz com os árabes ainda instalados em território israelense, o principal motivo para a retirada das tropas é a própria situação de calamidade pública que se instalou no país durante as repentinas chuvas de monções que atingiram o território no final do ano passado e durante todo o primeiro mês deste ano.

As chuvas destruíram parte das principais vias de acesso à capital e principal cidade do país, impedindo que pessoas ou qualquer outro tipo de carga útil/inútil seguissem viagem para o maior centro comercial Estolidiano. Deixando assim a maior parte da população em desespero, sem comida, sem alternativas e saqueando todo o comércio local que ainda restava na área.

Para efeito de informação, uma parcela da população (rica) continua vivendo suas vidas normalmente. Cercados por muitos guardas armados, alheios à confusão-quase-guerra-civil que acontece na cidade, alimentados com produtos importados, alheios à falta de alimentos, continuam frequentando os famosos clubes de golfe da região, que possuem excelentes sistemas de drenagem canadenses capazes de não terem problemas com grandes enchentes, já que foram projetados para lidar com as nevascas canadenses.

A população mais carente sobrevivente aguarda ansiosamente a chegada dos socorros internacionais e por toda a cidade ouvem-se os murmúrios sobre o verdadeiro sabor dos alimentos que virão de fora e a especulação sobre a diferença desses alimentos com a ração lançada semanalmente para toda a população como única fonte de alimentos diferente dos tubérculos subnutridos, encontrados em pequenas plantações domésticas espalhadas por todo o país.

A única preocupação que ainda resta sobre esses tempos de crise é como agirá o exército nacional. Historicamente é conhecido que os militares sempre tomaram partido com os grandes latifundiários ricos, o problema acontecerá se os militares voltarem e passarem a proteger os mais ricos e deixar os pobre à própria sorte.

FRANTANOR

Cinema

Qualquer um que tenha ido a qualquer cidade do interior de seu estado, seja ele qual for, provavelmente notou a falta de bons cinemas realmente culturais (caso não, pare de ler o texto). Ou seja, cinemas que não exibem grandes hollywoodianos somente pela sua fama, propaganda, procura ou potencial de alta bilheteria. Chamo de cinemas realmente culturais espaços como o HSBC Belas Artes.

Não pretendo com este texto julgar pessoas que vão ou não a esse tipo de cinema, à procura de cultura menos “The american way of life”. Principalmente porque nenhum desses cinemas jamais teve a honra de minha presença, estabeleço assim uma meta: se um dia voltar ao mundo dos vivos, irei ao HSBC Belas Artes.

Partindo, então, da premissa que jamais fui a um verdadeiramente bom cinema (cinema mesmo, não filme), registro a reclamação contra a falta de magia que os cinemas contemporâneos demonstram.

Nunca senti a seguinte sensação: “Harry Trimble: That’s why we call it The Majestic. Any man, woman, child could buy their ticket, walk right in. Here they’d be, here we’d be. “Yes sir, yes ma’am. Enjoy the show.” And in they’d come entering a palace, like in a dream, like in heaven. Maybe you had worries and problems out there, but once you came through those doors, they didn’t matter anymore. And you know why? Chaplin, that’s why. And Keaton and Lloyd. Garbo, Gable, and Lombard, and Jimmy Stewart and Jimmy Cagney. Fred and Ginger. They were gods. And they lived up there. That was Olympus. Would you remember if I told you how lucky we felt just to be here? To have the privilege of watching them. I mean, this television thing. Why would you want to stay at home and watch a little box? Because it’s convenient? Because you don’t have to get dressed up, because you could just sit there? I mean, how can you call that entertainment, alone in your living room? Where’s the other people? Where’s the audience? Where’s the magic? I’ll tell you, in a place like this, the magic is all around you. The trick is to see it.” (The Majestic – Frank Darabont)

Em um cinema como o Majestic a vontade deve ser sentar logo na primeira fileira, o mais próximo possível da grande tela de modo a receber as imagens primeiro, ainda frescas, sem estarem gastas, como estão quando voltam à cabine do projetista (The dreamers – Bernardo Bertolucci).

Acho que preciso ir ao cinema. O problema é a falta de oferecimentos nestes cinemas do outro lado, que se limita a Memórias Póstumas de Brás Cubas (André Klotzel) e Dead Poets Society (Peter Weir), ninguém por aqui percebe que o Neil virou amigo do pai do Stuart Little (Rob Minkoff).

Quentin Tarantino.

FRANTANOR

Vale dos suicidas

Este é um texto profundamente religioso e sádico, escrito por um essencialmente ateu. Leitura não recomendada, especialmente a pessoas de bom coração ou cristãs.

O vale dos suicidas é uma parte de um plano ou algum plano para onde vão os suicidas. A única referência bibliográfica encontrada é o livro “Memórias de um suicida” escrito por Yvonne do Amaral Pereira e Camila Castelo Branco, pós-mortem. Não há necessidade, razões ou circuntâncias para discutir a modernização no modo de escrever notado em Camila Castelo Branco, provavelmente a convivência com algumas celebridades modernas como Kurt Cobain provoque este efeito.

Se existe uma sociedade organizada e, minimamente, democrática, neste plano, com certeza acontece todos os dias na política grandes debates (Nero, Budd Dywer, Cleópatra VII, Getulio Vargas, Gilles Deleuze, Judas, Salvador Allende, Marco Antônio). Provavelmente debates tão intensos, históricos, épicos como o mundo jamais imaginará.

Além disso, não só na política veremos eventos épicos mas também na música (Kurt Cobain, Michael Hutchence, Asis Valente) ou na literatura (Camilo Castelo Branco, Mario Sá-Carneiro, Primo Levi), além das artes (Vincent Van Gogh).

Ou seja, este é um lugar tão reservado. Somente para alguns poucos. Quase como o camarote da imprensa, longe do empurra-empurra do povão. Onde estão as grandes celebridades, sem esquecer de um tanto de samurais e kamikazes que devem terminar por lá. De onde eles observam os pobres ex-mortais sendo espetados pelo diabos  e lambidos pelas chamas do inferno eternamente, ao mesmo tempo discutindo (mais do que nobremente) política, música e artes em geral. Este é um ótimo fim para os pensadores.

Porém, se você deseja uma dica, lá não é nenhum paraíso.

FRANTANOR

Sexo

Sexo, putaria, vídeos, porno. Este post com um título destes podia ser sobre qualquer uma dessas coisa, mas é sobre como aumentar o seu número de visitas.

Ele é auto explicativo. Basta criar um post com palavras chaves bastante procuradas pela internet e eu acredito que Sexo é a maior delas. A criação de um post com o título de sexo no blog que também colaboro (Mario Drops) por um outro escritor, meu caro amigo B, aumentou consideravelmente o número de visitas no blog. Tudo por causa de uma palavra no título e nas tags.

Conclue-se que a internet é um ótimo meio de difussão de informações e conhecimento, tanto científico cultural (a parte bela e bonita da história toda) quanto sexual (de todas os gêneros, posições, idades, quantidades e raças). E pelo jeito as pessoas acabam procurando muito pelo assunto, que como disse o B move as sociedades.

Acho que este mundo do diabo não vai para o céu nem que a vaca tussa.

Fernando “rezando” Hattori

Documentos, documentos e mais documentos

Eu perdi a minha carteira. (Acho que já vi um post sobre isso, vou linkar em nome da prática da blogsfera – from Substantivolátil). O fato é que perdi a maioria dos meus documentos importantes, afinal, não carrego os não importantes. Depois de reclamar um pouco para Deus e o mundo sobre o montante perdido na transação de perda da carteira, chega a hora de bloquear os documentos bloqueáveis, abrir Bolentim de Ocorrência e esses outros abrigos legais contra o mal uso de tudo o que perdi por ai.

Eu tentei depois procurar, procurar e procurar, mas não achei. Ninguém achou ou pelo menos ninguém disse que achou e devolveu. E quando meu mundo desabava sobre a minha cabeça e ninguém se importava (sem os documentos para o governo não sou absolutamente ninguém) apareceu a pessoa que está sempre do meu lado para me apoiar, recuperar minha auto estima e meu sorriso.

Descobri algo realmente interessante de se perder os documentos importantes: você precisa de documentos para fazer novos documentos e às vezes é como se as pessoas não entendessem o fato de você ter perdido TODOS os documentos. É quase como quando preciso de óculos para achar meus óculos.

E o pior: preciso de dinheiro para conseguir novos documentos e preciso deles para ganhar ainda mais dinheiro, mas como fazer isso quando PERDI meu dinheiro?

Acho que algo está errado com o mundo torto. Está todo mundo completamente louco. E eu mal faço parte disso tudo, não tenho CPF.

Música

MÚSICA (do latim arte das musas ou musiké téchne) é constituída basicamente por uma sucessão de silêncio e sons organizados em uma faixa de tempo.

Sempre li, vi ou percebi por ai a música como algo muito presente nas vidas das pessoas. Algumas dessas pessoas são músicos profissionais e fizeram disso seu “ganha pão” (e mortadela também), mas outras não ganham absolutamente nada com música, e pelo contrário os realmente honestos podem acabar gastando bastante dinheiro com música, tentando somente curtir música.

(A discussão sobre a pirataria, as consequências para as gravadoras revoltadas e os artistas fica para outro post.)

Os músicos realmente estão diretamente ligados à música e isso já era de se esperar; além disso as pessoas ao seu redor como amigos e familiares também são esperadas nesse círculo. Mas o que realmente acho interessante é a capacidade da música de fazer parte da vida de pessoas mesmo aquelas sem talento nenhum (por favor, excluam aqueles músicos sem talento).

Algumas pessoas como eu não têm noção nenhuma da diferença entre o dó e o fá sustenido e pode ser que por algum mero acaso, eu como um amador na teoria musical, essas notas sejam a mesma ou muito parecidas até para o mais profissional dos ouvidos musicais.

A música mesmo assim sempre esteve me seguindo para os lados, mesmo que nem sempre eu estivesse realmente gostando dela como nos carros com grandes caixas de som e nos elevadores de shoppings com gerentes de péssimo mal gosto. Mas ela sempre fez parte da minha vida, geralmente em fones de ouvido, acompanhando-me nos momentos mais felizes e mais tristes.

Ainda me lembro de músicas tocando como trilha sonora para beijos e tapas (não, eu sinceramente não gosto do Leonardo), ela esteve me acompanhando em todas as longas viagens entre São Paulo e São José do Rio Preto. As músicas estiveram presentes na maiores cenas que assisti no cinema ou na televisão.

Eu já disse que um filme era bom por causa da trilha sonora (Juno) ou pela falta dela (No country for old man). Eu já senti falta de música e resolvi procurar alguns tocadores de música aleatória na internet para tentar parar de ouvir as besteiras da TV. Eu já comprei um vinil só para dizer que um dia comprei um vinil (acabei presenteando um bom amigo com ele, não tenho vitrola). Eu já comprei vários CDs e acho que isso um dia será motivo de orgulho assim como o fato de eu já ter comprado vinis.

A música é realmente algo impressionante. Acho que ela faz os meu loucos glóbulos vermelhos correrem por ai. Eu estou ouvindo música. Ouça você também.

Fernando “listening” Hattori