Faca Cega

Podem criticar a vontade o título desse meu novo post, gosto de críticas, e por isso ficará assim para todo o sempre (que acaba quando esse blog acabar ou quando o servidor onde está esse blog acabar).

Depois dessa minha declaração um tanto quanto violenta, explicarei tudo: vi, ontem, uma menina. Muito bonita por sinal, mas muitos diriam que ela não me viu, mesmo contrariado, concordo em parte, pois ela era Cega.

Mas ela me tocou, ninguém poderia negar, nem mesmo um cego (outro), que ela sabia da minha presença logo ali, do lado dela, dentro de primeiro vagão partindo do terminal de metrô Barra Funda. Por isso reafirmo que mais cego é aquele que não quer ver, ou tocar, perceber, cheirar, ouvir, etc.

É claro que imediatamente me lembrei de Machado de Assis e seu personagem genialmente criado: Brás Cubas, com seu incrível poder de morto de dizer tudo sem se arrepender ou ser julgado por isso. “Por que bonita se coxa? Por que coxa se bonita?”. Tendo essa citação em mãos, qualquer um pode imaginar a adaptação perfeita para a situação já descrita por mim.

É claro que se eu disse que ela era negra, talvez as pessoas pudessem relacionar todo o texto até o parágrafo anterior com outra fala do personagem Machadiano e me chamar preconceituoso, mas não mudarei os fatos pela literatura, ela não era negra.

Só escrevo sobre ela aqui, porque muito provalmente ela nem se lembra de mim e com certeza (bem… nem tanta certeza assim) ela não poderia ler isto. De qualquer modo, deixo aqui uma palavra de apoio para aquela menina perdida na selva de cimento, andando na grande cobra de metal sozinha: “é nóis”.

Ela desceu na estação da Sé. Segui meu caminho até o Metrô Tatuapé, certo de que se eu era o homem da vida dela, ela não me viu.

Estou usando agora o Ubuntu 7.04 Feisty Fawn, FireFox 2.0.0.3. Continuo, então, com minha propaganda a favor do FireFox (usem-o), do Google Talk (usem-o também) e do Linux (usem esse na medida do possível, entendo que uma migração de um sistema operacional para outro é complicada).

Fernando “vendo a vida” Hattori

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Objetivos completados

Ergo-me pederasta apupado de imbecis, / divinizo-Me Meretriz, ex-libris do Pecado./ Odeio tudo que não Me é por Me rirem o Eu.

Por que essa “bela” (talvez nem tanto assim) citação de Almada Negreiros? Para que algumas pessoas, pelo menos as mais interessadas, vão até o dicionário procurar certas palavras como apupado e mantenham esse costume sempre. Mesmo lendo textos nem tão importantes como aqueles achados na grande rede mundial de computadores escritos por estudantes sem nenhum fim de educação, pesquisa ou extensão.

Acho que deveria categorizar esse post como utilidade pública por esse mesmo motivo, mas como o se se segue são pequenas idéias, categorizar-o-ei como “little good ideas” (pequenas boas idéias).

Sobre os tais objetivos do título: aqueles me conhecem entenderão (ou não) que falo de provas, mas que o quero dizer realmente é sobre os patos (ou flamingos e gnus). Cumpri atualmente 3 de 5 provas: Algoritmos e Estrutura de Dados; Matrizes Vetores e Geometria Analítica; Matemática Discreta.

Com isso, meus problemas maiores se resumem a 2: Computação Orientada a Objetos e Introdução à Estatística. Estou realmente feliz com isso, tudo foi realizado com um sucesso razoável e posso aproveitar a nem tão merecida paz de 4 dias depois de amanhã.

A minha vida melhorará, apesar dos trabalhos a serem feitos, das coisas a serem corrigidas, das coisas a serem acertadas ou conquistadas, dessa internet que falha toda vez que mais preciso. Só para constar perto do fim do texto: “não se ache um pato se for um humano, um gnu ou um flamingo”

Mas, quero agradecer a atenção de todos. Sei que esse foi um post chato, mas só lamento.

Fernando “alinhando os patos” Hattori

Dia totalmente diferente

Acordei.  Eram cerca de 7 a.m., ou seja, cerca de 30 minutos mais tarde que o horário “acordar cedo” e 30 minutos mais cedo que o horário “estar atrasado”. Isso talvez fosse um ótimo fato, se não houvesse outro: não levantei exatamente quando acordei, só fiz isso 35 minutos mais tarde, ou seja, 5 minutos depois de ficar atrasado.

Um banho rápido era um pré-requisito, mas ele demorou cerca de 20 minutos, então, pelas contas que todos devem estar fazendo (se não estiver, é porque é analfabeto, com sérias dificuldades em contas matemáticas ou não sabe o que é o tempo) restam somente 5 minutos para as 8 horas, momento exato em que a aula começa oficialmente, mesmo que alguns professores teimam em não acreditar.

Paraênteses para falar do tempo para aqueles que não o conhecem: “o tempo é farto e generoso, mas não devolve a vida aos que não nasceram” (Raduan Nassar – Lavoura Arcaica).

Mas felizmente cheguei em horário suficiente para que a lista de presença fosse assinada com minha própria caligrafia. Aulas normais, mas diferentes, talvez por isso mesmo.

Almoço estranho (na verdade, nenhum almoço seria o termo mais apropriado). Tarde estranha, com muitos estudos e dores de cabeça, mesmo que essas últimas não fossem literalmente. Jantar mais estranho ainda.

Amigos felizes espalhados por ai.

Post estranho.

Fernando “estranho” Hattori

Silêncio

O que é: se você responder, não existirá?

Preciso deixar sobre este final de semana de Teatro Mágico três pequenos pensamentos:

i)  Vi pequenas e belas borboletas voarem ao redor de flores na estação de trem de engº Goulart. Uma cena bastante rara na cidade de São Paulo, que acredito que só pode acontecer pelo fato de não muito longe dali estava o Parque Ecológico do Tietê. A cena muito bela, mas cruel ao mesmo tempo, pois poucos pensariam sobre isso naquele momento campestre e quase mágico, mas as borboletas assim como qualquer outro ser vivo (pensante ou não) do planeta chamado Terra precisa se alimentar e muitas vezes essa necessidade transforma-os em seres cruéis com sua própria espécie, tudo em nome da sobrevivência. Aquelas borboletas quase vorazes, se alimentavam do pólen das flores rapidamente para muito obtenção de energia em uma grande disputa.

Com certeza o grande número de borboletas, que por consequência provoca uma cena dessas, é causado pela falta de predadores com sapos, pássaros, mendigos ou qualquer outra coisa que coma borboletas.

ii) Aproveito para parabenizar os publicitários, marketeiros ou sei já lá quem for que pensou ou inventou isso das marcas da Coca-Cola, Pepsi e outros refrigerantes por suas novas versões de refreigerante DIET camufladas com nomes como “zero” e “max”.

Ubuntu 7.04

Foi lançado hoje, nessa quinta-feira dia 19/04/2007, o Ubuntu 7.04 Feisty Fawn.

Para conseguir esse novo ubuntu basta clicar nesse link, fazer algumas escolhas operacionais e pronto! Você possuiu ou possuirá o sistema Ubuntu em forma de imagem para gravar em CD ou ao menos possuirá um pedido gratuito ou não de um CD do Feisty Fawn.

“Be Open! Feel Freedom” (OpenSource.org)

 

Fernando Hattori

Bonança

Bonança (do Latim bonanza)

Acredito que depois de um tópico chamado Luto, eu agora já bem mais recuperado dessa tempestade, nada melhor que algo chamado Bonança, por mais que essa palavra não consiga definir exatamente por o que passo.

As provas estão bem próximas, mas as coisas têm dado certo, nenhum dos testes preliminares foi tão assutador ou preocupante. As provas nunca foram antes desejadas, esperadas, aguardadas. Nem agora o são, mas ao menos são algo que considero agora útil acima de tudo. E também, o projeto de iniciação científica já foi inicializado e quem sabe possamos começar a trabalhar o quanto antes.

Isso significa que a vida acadêmica tem andado nos seus devidos trilhos, e acho que tudo volta à situação inicial, a mente parou de focar naquilo que fazia os olhos derrubarem gotas salgadas no mundo externo e a preocupação deixou de estar naquilo, livrando a mente de um fardo.

Os amigos foram de grande ajuda para que isso acontecesse, para a mente voltasse aos velhos focos, para que na verdade ela nunca saísse deles. Falo pouco deles, mas eles foram os mais importantes.

Deixo uma citação aqui, que apesar de não refletir o sentimentalismo dos meus últimos textos, pode fazê-los começar a voltar à velha frieza dos tempos de cavaleros sobre seus cavalos derrotando dragões.

Rápidos. Baratos. Bons. Escolha dois.“, retirado de mhkshinigami.wordpress.com

Fernando “com amigos” Hattori

Luto

Ouça, antes de ler esse tópico ouça Chico Buarque – A Banda, ou ao menos se lembre de toda a letra. Diante disso, imagine que vivo aquilo que o eu-lírico passa no fim da música: “mas para meu desencanto / o que era doce acabou”.

Com todos já devidamente contextualizados, começo o texto de verdade. Dizendo que fiz hoje aquilo que eu acreditava ser o certo fazer, mas que eu não queria fazer e nem queria acreditar que era o certo. Talvez eu tenha sido precipitado, talvez não tenho ouvido os outros, mas dentro de mim achava que isso era o certo, que a mudança era realmente necessário. Mesmo se algumas pessoas chorarem.

Todos que sabem o que é “isso” a que me refiro, entendem ou ao menos desconfiam da resposta para aquilo que aqueles que não sabem nem sonham em se fazer. Se alguém entendeu essa última frase, explique, mas duvido que alguém assim fará, pois já percebi que responder perguntas dos meus pensamentos não é algo muito comum para os leitores.

Se a pessoa mais envolvida “nisso” ler este, perceberá que o horário é muito próximo do momento em que fiz aquilo, mas é porque não consegui me expressar e talvez escrever fosse o melhor remédio. Como queria que as pessoas próximas de mim entendessem, esta pequena públicação online e livre seria a melhor opção.

Talvez muito se perguntem porque fiz isso, mas o fiz porque como já disse, achei o melhor caminho, e acredito que se falo isso pela segunda vez em um texto, é porque estou realmente pensando sobre tudo e não tenho muita certeza de nada. Sendo a reafirmação somente uma defesa.

O texto está ficando grande, não quero mais escrever, assim como não queria e não aguentaria viver mais diante daquela situação um tanto quanto incômoda.

Mas acho que se o destino quiser, tudo voltará ao normal, sairei do luto que assola minha alma e poderemos viver felizes de novo com ou sem, ou não.

Agora ouça, leia ou relembre de O Teatro Mágico – Prato do dia.

Fernando “sem música” Hattori

Sexta-feira 13

Esse dia pode parecer um péssimo e fatídico dia, mas muitos só se lembrarão que este é o dia quando lerem o título desse post. Fui sempre cético em relação aos poderes malígnos que a união de duas simples contagens humanas do tempo pode possuir. Mas, sim, sexta-feira 13 é realmente um dia diferente, não totalmente mal, porque muitas vezes o que é ruim para um pode ser muito bom para outro, é somente uma questão de pontos de vista.

Hoje, para mim o dia não foi totalmente ruim, mas também porque o dia nem sequer foi-se totalmente. Mas boa parte de hoje foi bem diferente, na verdade. O sono teve efeito muito maior na aula considerada rápida e legal do que na outra aula, considerada sonífero para pobres estudantes por mais esforçados que estes sejam.

Além disso, antes, certos conflitos de tempo (lembre-se que a causa disso tudo é justamente a marcação do tempo – criadora da sexta-feira 13), na verdade, conflitos causados exatamente por causa dessa mesma marcação do tempo, aconteceram. E atrapalharam a vida de algumas pessoas.

Como o grande culpado pelo tempo, ou pela marcação conhecida por nós, são os próprios humanos e como esta crença também é humana. Podemos concluir que a culpa é dos humanos, a culpa é de todos nós. É claro que não podemos resolver isso destruindo/matando todos os humanos, acredito ser bem mais simples mudarmos algumas de nosas crenças ou quem sabe até mudar a marcação do tempo, ou ao menos a nossa relação e prioridades com esta.

Todas essas “resoluções” são talvez muito difíceis de somente um indivíduo conseguir realmente alterar alguma coisa, acho que simplesmente vou ignorá-las.

Depois de tomar essa decisão escrenvendo esse texto, o melhor caminho para começar tudo isso, talvez fosse apagar todo o texto e começar a escrevê-lo tudo de novo, mudando primeiramente o título. Mas deixarei meus pensamentos aqui, porque pensamentos também são pequenas idéias.

Fernando “pensando muito” Hattori

Comida na Bandeja

Existe, nesse país auto-denominado República Federativa do Brasil, algo bastante interessante e comum nas universidades públicas: o Bandejão.

Essa palavra bastante comum entre os universitários de grandes universidade públicas (como Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas, Universidade Estadual de São Paulo, entre várias outras) é também muito temida. Temida tanto pelos discentes, docentes, funcionários, quantos pelos cachorros moradores de certo campus, como os da Escola de Artes, Ciências e Humanidade de Universidade de São Paulo.

Esses pobres animaizinhos sofrem ao lado de todos o sabor da conhecida comida insípida (como a água deveria ser). Mas como eles não são o foco desse texto, deixemos os coitados de lado e voltemos aos bípedes com polegar opositor e telencéfalo altamente desenvolvido, seres humanos (como mostrado em “Ilha das Flores”, curta-metragem de Jorge Furtado).

Geralmente, o Bandejão da USP dá direito a:

  • um arroz bastante unido;
  • um feijão ora muito aguado, ora muito seco;
  • uma salada;
  • duas misturas: uma feita de carne, outra vegetariana (sofrem nisso os vegetarianos obrigados a comer somente batata palha nos dias que nos é servido o famoso strogonoff);
  • pouco suco.

É claro que há diferenças entre um campus e outro, mas principalmente em relação ao suco, mas a essência realmente assutadora continua sempre a mesma. Alguma vezes, outros animais além dos cães do lado de fora do refeitório nos acompanham enquanto comemos, por exemplo, larvas cozidas vivas junto com a acelga.

Alguns juram que pagamos somente R$1,90 para almoçar ou jantar, mas ainda acredito que na verdade o preço é subsidiado. Ou seja, na verdade, todos os brasileiros (do Brasil) ajudam a pagar o resto do custo dessa tão saborosa refeição.

Mas considerando todos esse fatos e fatores, por que estudantes continuam comendo no Bandejão? Dessa vez, acho que Deus não precisa descer a Terra para nos explicar. Estudantes não tem tempo suficiente para se dedicar a certos luxos como cozinhar, que leva mais tempo que o pensado, já que muitas vezes é necessário sair da faculdade e depois voltar.

Essa seria uma teoria bastante razoável e racional, mas uma outra verdade é que o ser humano tem um hormônio chamado Adrenalina, que nos leva a fazer certas coisas arriscadas pelo aumento de produção desse hormônio no corpo humano. Na certa, esse comportamento que contraria o nosso telencéfalo altamente desenvolvido nos leva a usar o polegar opositor no Bandejão.

Fernando “USPiano” Hattori

Sequestro

Exatamente no dia de ontem, eu me deparei dentro de um dos piores pesadelos, fui mantido sob cárcere público com mais  41  pessoas aproximandamente dentro de uma enorme caixa de metal em forma de paralelepípedo.

É verdadeira a informação que a caixa era, sim, grande o suficiente para suportar todas essas pessoas e não passamos por grandes apertos, literalmente falando, mas dentro dela, os movimentos das pessoas eram bastante limitados, mas mais pela tensão que toda aquela situação impunha do que pela falta de espaço em si.

Os sequestradores nunca se apresentaram ou apareceram, aumentando minha desconfiança de que talvez os responsáveis pela vigilância estivessem entre os próprios sequestrados, existe ainda a possibilidade de que a vigilância pudesse ser feita atrávez de câmeras instaladas em alguns pontos da grande caixa onde não era possível observá-las.

Tinhamos um banheiro, que foi utilizado com grande frequência por todos, além de um pequeno suprimento de água em um dos lados do enorme paralelepípedo que nos rodeava.  Mas além desses pequenos confortos (nem tão confortáveis assim), o talvez mais estranho deles eram as grandes telas que estavam nas laterais.

Essas telas mostravam um longa-metragem sem som (que durou quase todo o tempo em que estivemos encarcerados), talvez os sequestradores quisessem nos passar alguma mensagem, mas tudo que entendi foi a evolução das cidades, onde elas passavam pelas telas velozmente, evoluindo de cidades mais campestres até próximo do final, no qual se via uma grande cidade totalmente urbanizada.

Mas bem perto do final, acredito que as preces de todos foram ouvidas e finalmente nos liberataram dessa situação. Achei estranho nenhum tipo de mídia fazendo cobertura sobre tal acontecimento, talvez por sigilo da polícia, e nenhum dos sequestrados comemorou propriamente a nossa fuga como se deveria.

Todos, um a um, desceram da grande caixa e foram cada um para seu canto. Eu desci junto e simplesmente peguei um metrô saindo da estação da Barra Funda em direção à estação de Corinthians-Itaquera.

Fernando “sã e salvo” Hattori