À procura da felicidade

Vi ontem, uma cena talvez feliz, talvez triste, mas com certeza demonstradora da desigualdade que assola esse país.

Aquele garoto, que chamarei de J, trabalhando como segurador de faixa de propaganda na frente dos carros parados no semáfaro, estava pela primeira vez trabalhando honestamente e com um “salário fixo” (ele sabia quanto ganharia e sob nenhuma hispótese, seu salário mudaria) desde a vez que foi demitido por chegar somente duas horas atrasado no seu emprego de office boy, naquele escritório juridico.

Seu sorriso no rosto, sua estripulias (como diria minha querida mãe) e seu gestos alegres jamais denunciariam a infelicidade pela qual J estava passando, mas seu emprego cruel que escolhe aqueles jovens mais próximos da pobreza não escondia que qualquer coisa, qualquer dinheiro, qualquer “bico” são coisas que trazem grande alegria e satisfação aos pobres mortais, nesse mundo sem esperança.

Como um jovem, que deveria ser cheio de sonhos e esperanças, pode ficar feliz naquela situação que o prende ainda mais à tal faixa de probreza? Talvez Deus explique, mas duvido.

Fernando Hattori

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4 pensamentos sobre “À procura da felicidade

  1. Não duvide de Deus…
    Enfim… esse tipo de situação se torna a cada dia mais comum, isso culpa nossa, da nossa ipocresia que ve faz a gente achar que isso é norma, que faz a gente apenas reparar, ocultar nomes e não agir. Não me coloco fora desse contexto, apenas sei que devemos fazer mais que comentar, tal situação tem que gerar mais que comentários em blogs ou rodas de amigos…
    Mas enquanto nos escondemos dentro de nosso carros com ar condicionado…
    Posso tbm dizer que foi uma feliz observação!
    Parabens ( ainda me questiono o porque.. mas Parabens! )

  2. Talvez a única chance de futuro diferente para um jovem pobre seja um emprego digno, com salário fixo, mesmo que pequeno.
    Talvez seja essa a razão da felicidade, ou talvez o fato de ter um dinheiro certo no fim do mês seja mais que o suficiente pra fazer um jovem que vive em dificuldades feliz.
    Ah! E reforço o comentário do André: Não duvide de Deus… Ele sempre sabe o que faz, e nossa mente e capacidade são muito limitadas, nosso olhar humano é muito limitado.

    BJusssssssssssssss Fefo!!! e até amanhã!!!

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