Lava-rápido

Contexto: para todos aqueles que não moram em São Paulo, essa parte denominada contexto fica uma explicação sobre o assunto e para aqueles que moram, eu sinto muito.

Continuando, isso tudo aconteceu, acontece e sempre acontecerá nos transportes públicos de São Paulo, principalmente, em trens com aqueles que insistem em percorrer a abandonada e nem tão conhecida linha F. Dentro dessas grandes máquinas que carregam os seres humanos, alguns destes se aproveitam desse grande aglomerado de pessoas, que não podem fazer nada além de esperar para chegar em seu destino, para ganhar o chamado pão de todos os dias ou de cada dia, não importa.

Alguns vendem diversos itens dentro desses vagões, coisas muito variadas que podem tomar forma de barras de chocolates, sorvetes, pacotes de amendoins, balas, latas de refrigerante, latas de cerveja, garrafas de água. Mais raramente, podemos presenciar presuntos inteiros percorrendo esses trens sendo vendidos por homens em busca do sustento. Esse tipo de comércio é, para que todos se lembrem, proibido por lei e avisado através de placas dentro dos próprios veículo, mas aqueles que conseguem ler ignoram.

Infelizmente isso já é bastante comum.

Esse vendedores ambulantes disputam espaço com outros conhecidos: os pedintes. Pelo menos é isso que a grande maioria das pessoas pensam quando os vêem passando pelo corredores dentro dos vagões implorando algumas moedas. Mas mal sabem elas que os pedintes na verdade também são vendedores, mas diferentemente dos outros, não vendem produtos, vendem serviços.

Essa pessoas lavam consciências. Portanto, passo a chamar os pedintes de lavadores de consciência. Com sua simplicidade, esses trabalhadores passam, pelos trens oferecendo seu serviço, é claro, que essas pessoas não são diretas quanto ao que fazem, pois se fossem a lavagem não seria completa. Ou seja, elas se dizem mendigos, mas por trás daqueles maltrapilhos e farrapos que vestem, são lavadores de consciência.

O único e maior problema é a banalização desse tipo de serviço, como qualquer um que não possua salário, nem escolaridade e nem roupas descentes está pré-disposto a se tornar um profissional na área, podemos encontrar essas pessoas aos montes espalhadas por toda parte de São Paulo.

Além disso, o serviço é muito mal pago, pois na verdade, não existe um preço fixo ou tabelado. O cliente tem razão absoluta nesse caso, pois o quanto este desejar pagar, assim será.

Confesso que utilizo o serviço dessas pessoas, pelo baixo custo e portanto alto custo-benefício. Mas que provavelmente por causa do preço que pago, não costumo ter minha consciência totalmente limpa. Outra hipótese seria que esses profissionais não estão fazendo o serviço adequadamente, talvez fosse, então, o caso de pedir meu dinheiro de volta.

Fernando “consciência limpada” Hattori

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10 pensamentos sobre “Lava-rápido

  1. Hattori, este texto foi ótimo, bato palmas para você.
    Realmente, os caras são verdadeiros lavadores de consciencia… Entretanto, nunca uso seus serviços… Porque eu quando eu os uso, fico com a impressão de que posso estar sendo enganado…

    o/

  2. Nossa Fefo!!realmente tiro o chapéu pra você, faz tempo que não entro aqui, mas depois de ler o texto acima vejo que valeu a pena!!
    Realmente tá muito bom, você conseguiu expressar o que eu sinto e acredito que muitas pessoas sentem diante dessa situação!ainda bem que pelo nenos asua consciencia está limpa, diferente da maioria das pessoas!!
    Meus parabéns!!!

    obs:gosto mais desse tipo de post!!

  3. oiee..
    ahh, como não consegui comentar no outro texto..
    vou falar aqui mesmo..
    que eu gostei muiiiitooo do texto anterior!! obrigado por tudo mesmo..
    e sobre esse, bom…sem muito o que falar..
    Ficou bom tbm. mais como a Camila disse ali em cima… *não entendi muito* talvez seja porque não convivemoss com isso muito proximoo! =P~

    Te adoroo!!
    bejão!!
    \o//

  4. OMG =O
    vou salvar esse texto no meu pc XD
    fazer uma pasta com o nome Little Good Ideas e guardar todos os textos q mais gosto hauhauahauh XD~~
    \o/ parabéns fefooo ^__^ adorei adoreeeeiii
    teh maaais ^__^

  5. Ah…

    Eu não tenho mta certeza!

    Pq na verdade eu não me sinto mto bem com esta situação. Não gosto de dar o “trocadinho” a eles.

    Talvez por que tenho medo de ser enganado.

    Mas mais por que acho q “a moedinha de 5 centavos” me parece ser mto pouco diante do que eles precisam e do que o governo, as entidades assistencias e EU posso e DEVO fazer!
    Fico com a consiência mais suja qdo penso q posso limpá-la com a “ajudinha”.

    Ótimo texto

    Abraço amigão

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