F5

Só para não dizerem que eu demoro para atualizar esse blog.

“no keyboard present

press F1 to continue”

(BIOS)

Fernando “pensando” Hattori

Anúncios

Cultura Japonesa

Ao contrário do que pode parecer a primeira vista, este não é um texto tentando explicar qualquer coisa ou detalhe sobre essa cultura.

Como todos sabem, sou sim um japonês, aqueles que me vêem podem notar pelo meus olhos ou aqueles que não me vêem podem notar pelo meu sobrenome, que é também até o momento o nome deste blog. E como todo japonês que mora na grande cidade de São Paulo, periodicamente (na medida do possível para um estudante), visito o conhecido bairro da Liberdade. Onde a grande concentração de japoneses e outros orientais fazem do bairro um lugar diferente no centro da velha cidade, surgindo lojas especializadas em todo tipo de artigo japonês, como mangás, animes, espadas, bibelôs, comida.

Exatamente em uma dessas idas para lá, mais precisamente no dia de hoje, em visita à tão famosa feirinha tradicional que acontece aos sábados e domingos, vi uma cena realmente impressionante que jamais esperava ver em qualquer outro lugar dessa cidade suja e fétida. Estava calmamente comendo um belo e delicioso tempurá de camarão (invejem-me) quando um canadense do meu lado resolve jogar seu papel no lixo (alguém jogar lixo no lixo já ótima coisa em São Paulo), então, como se o cara infringisse alguma lei sagrada, a japonesa da barraca e algumas outras por ali começam a berrar: “não, não. Não joga isso ai.”.

O cara, que não falava português, para e olhando assustado para o seu amigo intérprete e depois para a mulher na barraca aos berros faz sinal de que realmente não entendia absolutamente nada do que diziam ali. O intérprete tenta entender por que a mulher não estaria deixando seu amigo jogar o lixo no lixo, quando ela diz: “latinha ai não, jogue a latinha no saco de latinhas”. Nesse momento tudo fica muito claro e o intérprete traduz tudo imediatamente para o canadense, que logo pergunta: “where can I drop paper?”. Ele, naturalmente, joga o papel sujo no lixo orgânico como se deve e a latinha no tal saco para latinhas.

Então, estava tudo resolvido, solução quase brilhante para o meio ambiente. Aquela mulher agradece o canadense por ter jogado a lata no lugar certo e sorri, recebendo como retribuição um sorriso dele também. Eu também sorri nisso tudo.

Aquela senhora provou que temos obrigações, mas geralmente elas estão muito mais além que fazer sua parte e somente sua parte. Precisamos convencer os outros a fazer a coisa certa, mesmo que essas pessoas não entendam seu idioma.

Mais tarde, vi um cara dentro do trem da linha Brás – Calmon Viana jogou uma latinha pela janela. Nem no lixo aquele ser teve coragem de jogar. Talvez, com isso esteja claro alguns legados japoneses como a não miscigenação. Também deve estar claro meu orgulho em possuir uma descendência do sol nascente. Acho que os brasileiros têm muitas coisas ainda a aprender.

Fernando HATTORI

Google Talk

Andei pesquisando sobre o Google Talk, ou para os íntimos, somente GTalk.

É um ótimo messenger. Novíssimo e levíssimo, sua versão mais conhecida é a Google Talk gadget, que vem acoplada ao seu Google Mail (gmail) por exemplo. Ou seja, é aquela versão que você se conecta direto do navegador.

Não pretendo falar das milhares de milhões de vantagens do uso desse novo messenger, porque apesar de eu já ter tentando iniciar uma campanha a favor do uso massivo do GTalk, não obtive sucesso nem em meu próprio computador, onde uso também o windows live messenger.

Uso o messenger da microsoft por um motivo muito óbvio: existem pessoas que ainda insistem em usar. E o pior: são pessoas que eu realmente gostaria de manter contato. Ou seja, ainda não posso imigrar totalmente. Mas acredito na capacidade da “marca” google em fazer as pessoas utilizarem seus recursos.

Não consegui colocar o gtalk para uso aqui neste post, mas continuarei tentando.

.

Por favor, não leiam. Parem de ler imediatamente. Avisei.

Este texto fará as pessoas me matarem com certeza, mas só escrevo ele aqui porque achei interessante. E o mundo precisa urgentemente saber disso, antes que mais pessoas sangrem.

Acho realmente muito ruim escrever isso no mesmo blog que a pouco dias falava da mais bela. Mas lá vai…

Outro dia um amigo me mostrou a verdade: o amor não existe. Prova: sua bunda não existe, ela é só a continuação da sua perna.

Fernando “continuação” Hattori

Ela

Descobri uma coisa realmente interessante (descobri hoje, mais precisamente nesse instante) domingo é um ótimo dia para se escrever sobre coisas aleatórias que aconteceram com você. Talvez por causa do fim de semana geralmente menos monótono que nos dias de semana de muito estudo, correria e essas coisas mais ou menos normais na vida de qualquer ser humano que vive, convive e sobrevive no mundo capitalista

Descrevendo a cena, exatamente como aconteceu. Narrarei tudo em primeira pessoa por alguns motivos óbvios: aconteceu comigo e pretendo ressaltar a minha falta de onisciência e onipresença.

Estava andando, mais precisamente, entrando no ginásio de onde eu notava a falta das costumeiras músicas que marcam o bon odori (era o famoso e divertido intervalo). Quando ela surgiu vindo em direção contrária, ou seja, saindo, usando o seu hapi. Bela como sempre, é claro. Observei-a diretamente nos olhos e totalmente contra qualquer espectativa ela respondeu ao meu olhar (de novo), com isso o meu dia a minha semana já estava ganha. Mas naquele dia especificamente, talvez por algum motivo quase divino ou qualquer que seja, isso não vem ao caso, isso não bastava.

De novo vieram o olhar, o sorriso e o aceno. Mas vieram pouco antes de uma aproximação diferente da normal entre duas pessoas não conhecidas e, sorridente e surpreendemente, ela continuo a aproximação. Até que perto o suficiente, ela disse “Oi. Tudo bem?” e, ainda sorrindo, deu-me um beijo no rosto. No direito mais exatamente, local que lavei com certa tristeza e felicidade.

Relembrando isso, sorrio “de uma orelha a outra”, como diria minha já idosa avó. Aqueles que vêem frequentemente podem comprovar isso facilmente.

Agora um pequeno parêntese para uma breve explicação do título (na verdade, isto é só uma enrolação para terminar o texto com a frase que quero). Ela. Ela quem? Acho que todos já sabem a resposta, pois considero que todos se lembram muito bem que um dia após o famoso sete de setembro (data tão festiva, mais uma piada de uma terra tão querida) eu encontraria ela (sim, este ela). A mais bela garota do bon odori de todos os tempos.

Fernando Hattori

Dialogando

Antes de começar esse texto só um aviso. Alguns dias atrás deixei meu apoio ao Mário Kajiya quando ele falou mal do serviço akismet, mas hoje vi que ele tinha bloqueado mais dois comentários. Imediatamente fui tentar salvar esses comentários, que eu achava que mais uma vez ele tinha feito burrada. Mas não. Dessa vez ele fez uma coisa certa, bloqueou dois comentários com vários termos como viagra e outras coisas que com certeza ele deve tentar filtrar. Obrigado, akismet.

O verdadeiro título desse post deveria ser: “Diálogo com eu, eu mesmo e ela”. Mas resolvi deixar assim mesmo, chega de títulos grandes, já bastou a mais bela garota do bon odori de todos os tempos, aliás, a verei no sábado! 😉

Resolvi descrever em forma narrativa o meu diálogo comigo mesmo no período de tempo que li meu próprio último texto e os comentários feitos a ele. Tudo que acontece entre asteriscos (*) não são falas, são ações em geral. Em itálico está um dos meus eu, o outro está sublinhado.

*Depois de terminar o texto*

Ótimo. Finalmente terminei.

Com certeza escreverão que você andou fazendo safadeza, lambança e essas coisas nos comentários. Quer apostar um ovo maltine?

Não quero apostar nada. Apesar de achar que as pessoas entenderão o que eu quis dizer com tudo isso, eles verão a deusificação, idealização que fiz dela.

*Depois de ler todos os comentários (os 6 primeiros)*

Viu? Devia ter apostado. Ninguém disse isso ainda.

Talvez, mas duas querem que eu mostre ela para elas. Outras duas disseram que deve ter sido uma coisa legal para mim ser cumprimentado pela mais bela garota do bon odori de todos os tempos. E tem a do SAT, que não disse muita coisa apesar do comentário muito engraçado.

Realmente. Ninguém percebeu a ironia, não é!?

Se perceberam, ninguém deixo isso claro no comentário.

Você não deixou isso claro no texto.

Já viu ironias explícitas?

Você não entende. Você foi sim irônico, mas aquele momento só seu e dela foi especial sim. Eu estava lá, lembra?

Talvez você esteja certo, mas mesmo se estiver, não valeu nada.

Para ela não. Percebeu que está escrevendo sobre a mesma coisa de novo?

É mesmo. Não vamos mais cansar os outros. Vou riscar tudo.

OK

Fernando “duvido que alguém saiba quem é ela” Hattori

A mais bela garota do bon odori de todos os tempos

Estou quebrando o meu próprio recesso por alguns motivos óbvios, como por exemplo: gosto de escrever e não vou parar por causa de uma semana da pátria e surgiu um assunto realmente importante para ser documentado.

Para aqueles que não sabiam, declarei recesso exatamente no dia dos blogueiros. Um dia estranho para se declarar recesso de blog, mas é que realmente não sabia, mas essa é uma das coisas importantes para se deixar para a humanidade, ou pelo menos para aquela parte da humanidade que lê aos meus posts.

Outro importante detalhe: estou de volta ao micronacionalismo. Àqueles que não conhecem, se procurarem pelo termo no google descobrirão facilmente. Estou de volta à nação de Porto Claro. Dessa vez com meu nome original, eu recomendaria uma olhada no assunto, é realmente interessante.

Agora o mais importante de tudo.

Ontem, para aqueles que não sabem, estive em uma festa folclórica japonesa. De acordo com a cultura do país do sol nascente, nesse período (julho, agosto, setembro) os nossos antepassados mortos voltam do mundo dos mortos para nos visitar e os vivos precisam receber essas pessoas. Então, as pessoas ainda vivas organizam festas para receber os antepassados (motivo de grande orgulho japonês) em festa. Essa festa é conhecida como festa da lanterna, por causa das lanternas que costumam iluminar as festas que acontecem durante a noite. Este é o famoso e divertido BON ODORI.

(Esses parênteses adicionei depois de terminar o texto só para esclarecer uma coisa antes de iniciar o texto sobre a mais bela garota do bon odori de todos os tempos, existem SIM outras garotas realmente muito bonitas no bon odori)

Continuando, ainda está para vir o um dia na minha vida mais feliz que ontem. Quando ninguém menos que a eleita por mim mesmo como a mais bela garota do bon odori de todos os tempos me cumprimentou. Garota essa que eu não conheço, exceto de vista. Alguns dirão ou pensarão besteiras sobre minha pessoa quando lerem isso, mas eu hoje sinceramente espero que apesar de toda a beleza daquela menina, ela não seja o amor da minha vida. Seria muito injusto o amor da minha vida não surgir na minha vida, mas nada mais normal que injustiças em um mundo injusto.

É claro, que se a conhecesse, isso seria um prazer.

Explicando tudo, agora detalhadamente, ela na verdade, na verdade, só me deu um breve olhar (digo um, mas foram pouco mais que uns 7 – esse número especial foi colocado de propósito, não contei), um sorriso e um pequeno aceno de cabeça. E um conjunto desses três em menos de 30 segundos de encontro de olhares, esse foi o tão especial.

Estou poetizando tudo isso, e a verdade é que possívelmente ela tenha me reconhecido de qualquer outro bon odori que eu tenha ido, que pelo meus cálculos, fazem uns 18 anos que vou a bon odoris e uns 9 que tenho dançado a tradicional dança. 18/2 = 9, ou seja, metade de toda a minha vida.

Ou talvez ela tenha me visto e com dó da minha falta de beleza, principalmente, diante da dela. Mas tentei não aceitar esse fato desse ponto de vista.

Explicando porque a mais bela garota do bon odori de todos os tempos: ela sempre esteve, ela sempre foi. Desde que me lembro de bon odoris, ela estava lá. E há muito tempo, realmente muito tempo, um amigo meu e eu a consideramos uma das mais belas garotas, pela sua suavidade nos movimentos, belo corpo escultural, belo rosto perfeito, além do modo de vestir muito elegante e meio tradicional.

O fato é que ela já está eleita por mim e na minha cabeça como a mais bela (reparem bem: de todos os tempos). Mas meu amigo insiste em me contrariar, acho que por puro costume, já que isso é bastante comum entre a gente. Ele disse-me que tiraria a prova no próximo bon odori (em Santa Fé do Sul). Mas sei que ele não encontrará outra mais bela, já a considero a vencedora.

A maioria das pessoas estão ou sentindo inveja ou me xingando de imbecil por esse enorme texto por causa de um aceno besta, que talvez seja só um tique dela (não é, eu conferi, ela não costuma fazer isso para todos), de uma bela garota. Mas o grande detalhe é que ela não é só uma bela garota, ela é a mais bela garota do bon odori de todos os tempos. E sempre fui seu fã. Imaginem isso como receber um sorriso de seu ídolo, seja ele seu pai, sua mãe, seu professor de banco de dados ou o Bono Vox.

E mesmo que esse sorriso não tenha sido quase nada, foi um prazer proporcioná-lo.

Fernando “cantando alegremente uma bela canção” Hattori