Meme Literário

Mário Kajiya do Life and Death me convidou para o meme literário, no qual preciso abrir o livro mais próximo de mim na página 161 e transcrever a quinta frase.

Escolhi dois livros, um porque é o mais próximo e outro porque o primeiro em um meme literário é sacanagem e ambos estão bem próximos de mim.

Tenenbaum – Estruturas de Dados usando C: “ii. Se a for de uma ordem superior a 1, calcule a determinante de a, como segue:”

Entenderam porque sacanagem? Próximo.

Khaled Hosseini = Caçador de Pipas: “Ou quem sabe esse Deus em quem nunca acreditou?”

Feito! Agora, convido para continuarem o meme Ana D e Massao. (se esse dois lerem este post, é claro).

Fernando “não li Caçador de pipas ainda” Hattori

Editora JBC

Para quem não conhece, JBC é uma famosa editora de revistas japonesas no Brasil. Conhecida principalmente por publicar em território brasileiros mangás traduzidos. Com a qualidade do papel e de impressão meio duvidosos (minha opinião particular), mesmo assim continuo comprando esses mangás dessa editora. Principalmente porque ela consegue trazer vários bons mangás, um exemplo é o Death Note que está no top do meu ranking pessoal de melhores mangás.

Aqueles que a conhecem devem conhecer também a sua checklist ou lista de mangás com suas respectivas datas de lançamento no mês. Ela pode ser visualizada em diversos sites, incluindo o oficial mangasjbc.com.br. Geralmente os lançamentos da edições dos mangás respeitam as datas estipuladas, mas sempre houve a possibilidade de um dia antes a datar ser atualizada para algumas semana depois.

Mas o que me levou a escrever sobre a editora hoje foram dois motivos: fui até sua sede e percebi como fui burro. É claro que eles não vendem mangás no prédio da sede informado no site e localizado na Vila Mariana, ou pelo menos não procurei suficientemente. Ele possuem sim um local de venda de mangás atrasados (para atrasados) perto do metrô Santa Cruz, mas não achei. Da próxima vez, perguntarei para alguém mais experiente.

Em todo caso consegui comprar as 10 edições de XXX Holic que estava procurando à algum tempo, para que agora, finalmente em possa passar a acompanhar essa coleção todo mês.

O segundo motivo é que achei por acaso também a edição número 05 de Death Note, que está prevista no site oficial para o dia 25/10, mas encontrei ele vendendo em várias bancas no bairro oriental Liberdade. Isso é realmente estranho, principalmente quando se lembra das várias vezes que já fui até uma banca e infelizmente o mangá estava atrasado, aliás, dificilmente os mangás chegavam nas bancas no dia previsto. Mas de todo moro, estou feliz: pude ler meu mangá predileto cinco dias antes do previsto. Isso é um ótimo sinal. Acho que é só o que tenho a dizer por hoje.

Se puderem, recomendo que leiam Death Note. Para aqueles que não fazem questão do contato físico com o mangá em papel, podem procurar na internet que existem versões digitais dele em inglês. Essa é uma ótima dica, mesmo que meio ilegal, pois o mangá custa R$10,50.

Se alguém ai sabe onde comprar mangás atrasados, expliquem-me por favor. Agora não adiantará mais, mas quem sabe da próxima vez…

Arayoshi Hatori

Manual do ócio criativo

Para aqueles que não sabem o que é ócio criativo eu recomendo muito dar um google search e ir lendo todas as informações que conseguir. Pois duvido que alguém como eu possa lhes apontar um bom significado. Mas é certo que eu o interpreto do meu modo, no qual não passa de tempo livre que pela total falta do que fazer te leva a pensar em coisas nunca antes pensadas.

Se muitas vezes o ócio criativo me dá boas idéias, por que não deixar aqui uma idéia sobre o ócio criativo? Este é um manual que pretende fazer as pessoas entrarem em tal mágico momento conhecido por mim mesmo como ócio criativo.

1) Faça tudo que tem possui caráter mais urgente e/ou se convença que já fez o suficiente por hoje. (o ócio não se baseia somente na situação sem nada para fazer, mas se baseia também na situação sem vontade de se fazer qualquer coisa)

2) Sente-se, deite-se ou fique na posição mais confortável, garantindo que câibras, torções e quaisquer outros tipo de dores relacionadas à postura não tem incomodem. Preferência para lugares isolados.

3) Pense em qualquer coisa agradável. Não faça nada além de pensar, somente algum “tique” que já tenha costume de fazer, desde que este não use seu cérebro.

4) Crie linhas da raciocínio totalmente aleatórias a partir das coisas que vai pensando. Tentando levar o pensamento para as mais distantes conclusões possíveis.

5) Jamais se repreenda por alguma grande idiotice que tenha pensado. Lembre-se ninguém lê seus pensamentos, mas é bom garantir indo para um lugar afastado e isolado.

6) Se lembrar-se de algo para fazer, levante-se e vá fazer ou convença-se de que não é realmente importante. Depois volte ao passo 1.

Se depois de tudo isso não tiver conseguido pensar em algo legal ou interessante o suficiente para voltar a este blog e comentar este texto relatando suas histórias, sugiro que repita o processo. Para as pessoas com neuras de limpeza, estudo ou trabalho recomendo terminar seus afazeres e deveres antes de seguir o manual, pois assim evita-se problemas futuros com limpeza, estudo ou trabalho e diminui a probabilidade de seus pensamentos serem interrompidos por coisas a fazer (to do list).

Não me responsabilizo por estudos, trabalhos e outros detalhes da vida perdidos depois de se seguir este manual à risca. Quando você começar a segui-lo estará concordando com os termos: X, Y, Z e que a culpa de tudo será sua, inteiramente sua e somente sua.

Se alguém tiver coisas a acrescentar a este manual esteja à vontade, mas este é um texto regido sob a seguinte licença Creative Commons.

Fernando “pensando” Hattori

Preconceito na mente nobelística

Todo dia pela manhã acordo, me preparo fisicamente e psicologicamente para as aulas e vou para a faculdade, algumas vezes cumprimento meu amigo negro (isso não faz grande diferença, mas achei relevante no caso deste post) Marciano que mora comigo e estuda na mesma universidade. Assim que passo pela portaria peço para o porteiro (geralmente também negro, diga-se de passagem) o jornal Folha de São Paulo, que tenho assinado pelos editorias, quadrinhos e alguns outros cadernos aleatórios.

Como sempre, no caminho entre o prédio e o ponto de ônibus lia a página inicial à procura de notícias ou reportagens que talvez me façam procurar por outros cadernos do jornal além dos editoriais e dos quadrinhos. Encontrei uma que a princípio me deixou assuntado. Era algo sobre um biólogo, ganhador do prêmio Nobel, que afimava que os negros são menos inteligentes.

Apesar de fator: biólogo ganhador do prêmio Nobel, logo percebi que não passava de uma falácia de autoridade (onde alguém famoso ou conhecido se utiliza dessa “fama” para tentar persuadir as pessoas de que uma mentira é uma verdade) .

Assim que pude, abri o jornal à procura da tal reportagem. Foi realmente difícil, o que já me alertou para o fato de que aquele fato não era muito relevante, mesmo estando na página da frente.  Mas a encontrei.

Como previsto: o jornal em sua reportagem não deu credibilidade nenhuma ao biólogo que em outros tempos escrevera defendendo o aborto caso a grávida confirme que seu filho será homosexual. O escritor na reportagem (que não me lembro o nome, mas deixo os créditos a ele) tentou mostrar que o biólogo já tem um passado com algumas afirmações bastante duvidosas e criticadas.

Achei isso tudo engraçado. Um biólogo, que pelo jeito realmente acredita nisso, confesso que tive esperança de isso ter sido somente um mal entendido sobre qualquer coisa que ele tenha dito sobre a África e o fato do continente não conseguir crescer (ele realmente disse isso, mas para tentar justificar sua afirmação). E quase no fim do texto, lembram-nos que o biólogo não estuda genética. Estuda biologia molecular pura e nada poderia afimar sobre o assunto.

Minha convivência com pessoas com pele de cor negra, ou como diriam aquelas cartilhas, com pele de cor afrodescendente nos últimos tempos me mostrou o quão boas são essas pessoas. Que diferem dos europeus, índios ou japoneses somente na sua cor de pele.

Nada melhor que terminar com uma conhecida frase de Einstein [meio adaptada]:

“Triste tempo em que vivemos, onde é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo” (Albert Einstein)

Fernando “rindo do Nobel” Hattori

Difamação e Injúria

A difamação consiste em atribuir à alguém fato determinado ofensido à sua reputação, atinge a honra objetiva dessa pessoa por meio da imputação de um fato. Se consome quando terceiros tomam conhecimento de tal imputação, mas permite retratação total até a setença da primeira instância. Se difere da calúnia pela não necessidade de que tal fato seja um crime e nem que a imputação do mesmo seja falsa.

A injúria é bastante parecida com a difamação, mas nesse caso não necessariamente se imputa um fato, e sim uma qualidade negativa, que ofende a dignidade ou o decoro de alguém (honra subjetiva) . Além de se consumar com o simples conhecimento da vítima e não necessariamente de terceiros.

Tanto difamação quanto injúria se configuram crimes tratados no capítulo V do Título I da parte especial do Código Penal Brasileiro sobre “Dos crimes contra a Honra”. Sendo listados nos artigos 139 e 140, respectivamente.

Portanto, só para reforçar: 4 meses.

Fernando “sentindo-se difamado” Hattori

Piada

Para aqueles que ainda não sabem, informo: o wordpress.com possue um recurso chamado blog stats, onde podemos ver várias informações sobre o blog em questão, detalhes como quantas pessoas o têm visitado nos últimos dias, onde essas pessoas estão clicando para encontrar seu blog, para onde estão indo a partir do seu blog e o que as pessoas procuram em sites de busca para encontrar seu blog.

Esse último detalhe é realmente interessante, visto que diversas vezes você pode observar coisas realmente estranhas que as pessoas digitam nos buscadores e o pior: acham seu blog perdido por lá. Descobri que minha piadinha do garoto cego tem me rendido algumas visitas, além de outro fato realmente interessante: alguém procura por fhattori para me encontrar. Demonstrando claramente que o objetivo desta é realmente chegar aqui.

Esse exemplos de situações onde as pessoas encontram o que procuram nos buscadores me animam a manter um blog funcionando, que atraia pessoas perdidas em todos os cantos do país e do mundo (já recebi buscas em inglês).

Estou realmente sem muita animação e criatividade para escrever aqui. Acho que a grande responsável disso é uma novidade que mhkshinigami (vulgo Mário Kajiya) e eu (Fernando Hattori) estamos preparando para apresentar a todos em breve. Algo que mudará o mundo, com certeza. Espero que para melhor. Coming soon…

Fernando “só esperando o doente” Hattori

Mamihlapinatapei

Vocábulo que pertence a um idioma indígena da Terra do Fogo, e que quer dizer, simplesmente, o “ato de olhar nos olhos do outro, na esperança de que o outro inicie o que ambos desejam mas nenhum tem coragem de começar”.

Considerado o vocábulo com o maior significado.

Fernando “mamihlapinatapeiando” Hattori

obs.: desculpem-me o mal uso do vocábulo, mas estou usando da minha licença poética.

Gerúndio

Acredito que todos conhecem muito bem o que exatamente é o gerúndio, uma das formas nominais dos verbos que geralmente representa uma ação que está ou estava acontecendo em um determinado instante. Alvo de grande críticas quando aliado a locução verbal: “vou estar”, gerando o péssimo chamado gerundismo.

Procurei pela internet sobre o gerundismo e o quanto o uso desta está gramaticalmente incorreto na língua portuguesa formal. Mas onde encontrei informações sobre isso parece-me que a expressão “vou estar” + gerúndio pode ser correta em algumas situações, ou pelo menos, naquelas em que realmente se tem a intenção de passar um sentido de ação contínua e duradoura ou uma ação que ocorrerá no mesmo momento que outra.

Acho que confio nessas informações por elas terem aparecido em diversos sites como o da Revista Língua Portuguesa, que é uma boa revista que fala de assuntos ligados à nossa língua da editora segmento.

Mas o que pretendo com esse texto não é fala sobre gerundismo, mas sim sobre um decreto de José Roberto Arruda, governador do estado do DF, que demitiu o Gerúndio de todos os órgãos do estado. No seu decreto gerúndio está realmente escrito com um substantivo próprio, dando a impressão de que a qualquer momento um sujeito da limpeza ou de qualquer outro departamento pudesse voltar e pedir justificativas de sua demissão ou pedir os direitos trabalhistas pela falta de uma justa causa.

A justificativa para essa atitude do governador vem das respostas que ele recebia em relação a trabalhos e projetos em andamento no governo, essas respostas usavam de gerúndios de gerundismo causando um efeito de diminuição do compromisso com a palavra dada.

Mas como bem disse Pasquale Cipro Neto: viva o gerúndio! Abaixo o gerundismo! Abaixo o decreto do governador! Abaixo os enrolões do Estado! Abaixo o Congreço Nacional!

Fernando “aqui quase sempre tem um gerúndio” Hattori

Terceiro

Todos pensaram imediatamente que o terceiro do título se refere ao dia de hoje, terceiro do mês de outubro de 2007, mas estão todos redondamente enganados. Falo sobre o terceiro post seguido depois de um bom tempo em quase total inatividade em relação ao meu blog, é claro que isso foi proposital (falo da volta exatamente no começo do mês de outubro). Sobre isso só tenho a dizer: “wake me up when september ends”.

Acho que foi exatamente o que fizeram.

Estive pensando muito sobre o que fazer ou escrever neste blog. Acredito que ele perdeu um pouco do objetivo inicial disto (que, na verdade, era coisa alguma), mas tudo bem, continuaremos por aqui por um tempo, pelo menos, até que não seja mais tão divertido escrever ou que o tempo esteja escasso o suficiente. Tão escasso que estarei conseguindo vendê-lo a altos preços.

Acho que vou escrever um trecho de uma música que tenho ouvido muito:

“eu não sou besta de tirar onda de herói,

sou vacinado, sou cowboy

cowboy fora da lei” (Raul Seixas)

Terminando: Parabéns, Jader Yamamoto (um grande pequeno amigo) e Luma Feboli (não lembro se tem acento, mas ainda lembro dessa bela e legal garota de uma infância às vezes momentaneamente esquecida).

Fernando “fora da lei” Hattori