Idéia para o caos paulistano

Antes de tudo uma observação em itálico: eu achei esse texto que estava escrevendo há muito tempo. O assunto já está meio saturado, mas juro que escrevi isso logo no começo das notícias dia após dia sobre os problemas do tráfego em São Paulo.

Fluxo. Em São Paulo, tomar essa direção pode significar milhares de coisas, tais como horas dentro de um carro na marginal preso dos crescentes recordes de congestionamentos. Ou talvez, possa significar cerca de 5 pessoas espremidas em menos de um metro quadrado do chão dentro dos vagões de trens que percorrem vários quilômetros entre a capital do estado e as várias cidades localizadas ao redor.

O principal motivo deve ser o número absurdamente grande de aumento de número de veículos na frota paulistana e de pessoas na metrópole paulistana. Esquecendo um pouco a super população que sempre foi problema da cidade e voltando-se para o caos no tráfego.

Eu acredito que provavelmente, o governo se verá em um estado de calamidade e será obrigado e impor o rodízio de carros durante o dia todo. Além disso, nesse novo rodízio os carros que terão permissão para circular serão somente aqueles que tiverem placa com dígito final igual a dois algarismos previamente definidos, funcionaria exatamente ao contrário do rodízio atual, diminuindo assim o número de carros em possível circulação em 80%, em comparação com o tráfego normal.

É claro que isso beneficiará os mais ricos que podem comprar 5 carros com placas com finais diferentes para serem usados em cada dia da semana, talvez, então, o mercado e as leis se adaptem e começem a vender placas de carros avulsas. Caso essa idéia das placas de carros avulsas não dê certo ou não seja regulamentado, então, surgirão empresas comprando carros e revendendo eles ainda zero mas com a placa desejada pelo comprador.

E fará os mais pobres utilizarem os transportes públicos, como já fazem. Se somente os realmente mais ricos (que podem comprar 5 carros com diferentes placas) irão continuar usando o carro todos os dias e os mais pobres continuarão usando transporte público, então, os únicos que realmente sofrerão alguma consequência serão os não tão ricos assim. Parece-me, finalmente, que não é uma idéia tão boa assim.

Pensei em outra: diminuir os impostos sobre helicópteros ou ainda dar alguma ajuda do tipo financiamento, empréstimo ou subsídio para aqueles que foram comprar os seu novo veículo aéreo. Desse modo teremos problemas com o tráfego aéreo, mas podemos também mudar os aeroportos para as áreas mais periféricas da cidade, afastando-os do caos do centro da cidade.

Cansei de falar disso. Deixem os problemas de tráfego para as autoridades de tráfego.

Mas cuidado quando estiverem dirigindo por ai, parece que o trânsito está bem ruim.

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