Do contra

Esta é uma história triste, sobre um garoto alegre, em uma cidade chuvosa, dentro de um país tropical. E são exatamente essas contradições que tornam a história tão triste e relevante e elas, infelizmente, não se resumem a isto. Em um dia nublado e chuvoso, o garoto da nossa história se vestia como se fosse um turista no verão mais quente de toda a história e no maior ponto turístico de todo o país. Saiu nas ruas cantarolando uma canção que se lembra desde a sua infância, mesmo que nunca tenha de verdade aprendido a letra toda, sob a fina chuva ignorando o fato que todos o ignoravam.

E adivinhem só! Este garoto amava, ou pelo menos era isso que ele achava que sentia do fundo do coração, uma garota. Aquela era a mais bela garota de todos os tempos, tão bela e desejada quanto a Helena de Tróia que corrompeu homens e provocou guerras, talvez nem tanto, mas parece a este autor que o superlativo comparativo exagerado provoca admiração nas pessoas e dará uma boa idéia do que se passava na cabeça daquele garoto quando a via.

Mas… Continuem adivinhando, nesta história de contradições não cabe um amor correspondido e o próximo parágrafo explicará o que aquela Helena de Tróia sentia realmente pelo nosso pequeno herói, pequeno Menelau.

(Vazio, aqui não existe nada além do vazio. Tão vazio que, na verdade, estas palavras são inapropriadas aqui).

Estolido underwater

Em tempos de crise, durante o mais intenso e chuvoso verão no país Estolido localizado próximo ao país do Uzbequistão o presidente Viktor Yushchenko assinou o acordo que retirará sua tropas do território palestino e haitiano.

Além do acordo de paz com os árabes ainda instalados em território israelense, o principal motivo para a retirada das tropas é a própria situação de calamidade pública que se instalou no país durante as repentinas chuvas de monções que atingiram o território no final do ano passado e durante todo o primeiro mês deste ano.

As chuvas destruíram parte das principais vias de acesso à capital e principal cidade do país, impedindo que pessoas ou qualquer outro tipo de carga útil/inútil seguissem viagem para o maior centro comercial Estolidiano. Deixando assim a maior parte da população em desespero, sem comida, sem alternativas e saqueando todo o comércio local que ainda restava na área.

Para efeito de informação, uma parcela da população (rica) continua vivendo suas vidas normalmente. Cercados por muitos guardas armados, alheios à confusão-quase-guerra-civil que acontece na cidade, alimentados com produtos importados, alheios à falta de alimentos, continuam frequentando os famosos clubes de golfe da região, que possuem excelentes sistemas de drenagem canadenses capazes de não terem problemas com grandes enchentes, já que foram projetados para lidar com as nevascas canadenses.

A população mais carente sobrevivente aguarda ansiosamente a chegada dos socorros internacionais e por toda a cidade ouvem-se os murmúrios sobre o verdadeiro sabor dos alimentos que virão de fora e a especulação sobre a diferença desses alimentos com a ração lançada semanalmente para toda a população como única fonte de alimentos diferente dos tubérculos subnutridos, encontrados em pequenas plantações domésticas espalhadas por todo o país.

A única preocupação que ainda resta sobre esses tempos de crise é como agirá o exército nacional. Historicamente é conhecido que os militares sempre tomaram partido com os grandes latifundiários ricos, o problema acontecerá se os militares voltarem e passarem a proteger os mais ricos e deixar os pobre à própria sorte.

FRANTANOR