Vale dos suicidas

Este é um texto profundamente religioso e sádico, escrito por um essencialmente ateu. Leitura não recomendada, especialmente a pessoas de bom coração ou cristãs.

O vale dos suicidas é uma parte de um plano ou algum plano para onde vão os suicidas. A única referência bibliográfica encontrada é o livro “Memórias de um suicida” escrito por Yvonne do Amaral Pereira e Camila Castelo Branco, pós-mortem. Não há necessidade, razões ou circuntâncias para discutir a modernização no modo de escrever notado em Camila Castelo Branco, provavelmente a convivência com algumas celebridades modernas como Kurt Cobain provoque este efeito.

Se existe uma sociedade organizada e, minimamente, democrática, neste plano, com certeza acontece todos os dias na política grandes debates (Nero, Budd Dywer, Cleópatra VII, Getulio Vargas, Gilles Deleuze, Judas, Salvador Allende, Marco Antônio). Provavelmente debates tão intensos, históricos, épicos como o mundo jamais imaginará.

Além disso, não só na política veremos eventos épicos mas também na música (Kurt Cobain, Michael Hutchence, Asis Valente) ou na literatura (Camilo Castelo Branco, Mario Sá-Carneiro, Primo Levi), além das artes (Vincent Van Gogh).

Ou seja, este é um lugar tão reservado. Somente para alguns poucos. Quase como o camarote da imprensa, longe do empurra-empurra do povão. Onde estão as grandes celebridades, sem esquecer de um tanto de samurais e kamikazes que devem terminar por lá. De onde eles observam os pobres ex-mortais sendo espetados pelo diabos  e lambidos pelas chamas do inferno eternamente, ao mesmo tempo discutindo (mais do que nobremente) política, música e artes em geral. Este é um ótimo fim para os pensadores.

Porém, se você deseja uma dica, lá não é nenhum paraíso.

FRANTANOR

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